O dado, de uma nova pesquisa da Unifesp, reforça um conceito que vem somando evidências: o de que exercícios podem atuar como medicamentos, tanto prevenindo algumas doenças quanto ajudando no tratamento de outras. E, como os remédios, precisam de prescrição.
O assunto também foi um dos destaques do 22º Congresso Brasileiro de Medicina do Exercício e do Esporte, que aconteceu em Curitiba, na semana passada.
O estudo feito pela Unifesp, em parceria com o Celafiscs (Centro de Estudos e Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul), acompanhou 271 mulheres com mais de 60 anos, muitas delas com doenças crônicas como diabetes e hipertensão.
Foram consideradas ativas aquelas que praticavam mais de 150 minutos de atividade física por semana. As consideradas sedentárias não faziam mais de dez minutos de esforço.
"O estudo mostra que a atividade física pode estar fazendo um pouco o papel dos remédios", diz o educador físico Leonardo José da Silva, um dos autores da pesquisa. Pesquisas mostram que um idoso com doenças crônicas consome entre quatro e cinco remédios por dia.
"O sedentário tem cinco vezes mais chance de ter hipertensão arterial, por exemplo", diz José Kawazoe Lazzoli, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte.
"Sabe-se que pessoas fisicamente ativas têm menos risco de doenças do coração como insuficiência cardíaca, além de diabetes e doenças respiratórias", completa.
Estudos mostram que, quando a pessoa já tem uma doença crônica, os exercícios podem atuar no controle, diminuindo a progressão da doença e o uso de remédios.
PRESCRIÇÃO EXATA
"É consenso que os exercícios são coadjuvantes na prevenção e no tratamento de várias doenças, mas alguns médicos ainda não conseguem orientar a atividade de forma individualizada", diz o fisiologista Turíbio Leite de Barros, da Unifesp.
O tipo e a quantidade de exercícios devem ser prescritos em função do perfil do paciente e do objetivo. "De nada adianta ouvir um genérico "você precisa se exercitar". Se a dose for baixa demais, não terá efeito. Se for excessiva, há risco de efeitos colaterais, como lesões musculares, articulares e até morte súbita", diz Lazzoli.
Isso significa que um programa para quem quer perder peso é bem diferente daquele para quem precisa controlar a pressão alta. E mesmo jovens saudáveis devem passar por uma avaliação médica completa antes de começar a praticar esportes.
Pesquisa em 15 drogarias da capital também revela diferenças de até 91,69% entre remédios de referência
Uma pesquisa realizada pelo Procon-SP entre os dias 30 de junho e 1º de julho em 15 drogarias da capital paulista revela diferenças de preços de até 295,92% entre os medicamentos genéricos e de até 91,69% entre os medicamentos de referência.
O levantamento com 52 remédios reforça a importância de o consumidor pesquisar antes de comprar, comparando preços em diversos estabelecimentos e até entre lojas da mesma rede, que podem apresentar variações significativas.
O levantamento também constatou que há uma grande diferença entre os preços de medicamentos de referência e genéricos. Por serem produzidos por vários laboratórios, os genéricos são, em geral, mais baratos.
É bom lembrar que um genérico de um mesmo laboratório também pode apresentar preços diferentes entre as drogarias e farmácias. Portanto, é essencial a pesquisa de preços sempre aliada à recomendação e prescrição médica.
Antes de uma criteriosa pesquisa de preço, é interessante que o consumidor consulte a lista de Preço Máximo ao Consumidor (PMC) disponível no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (www.anvisa.gov.br). A consulta também poderá ser feita nas listas de preços que devem estar disponíveis ao consumidor nas unidades do comércio varejista.
As drogarias e farmácias devem etiquetar o medicamento com o preço de venda ao consumidor e não podem ultrapassar o PMC calculado de acordo com a Resolução nº 2, de 8 de março de 2010, da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos. Em 31 de março, as empresas produtoras de medicamentos foram autorizadas a reajustar os preços dos produtos.
Vários fatores são determinantes de preço nesse segmento do mercado, como:
*A aplicação de descontos pode variar de acordo com as condições locais de mercado, rentabilidade da loja, condições comerciais de compra, etc;
*Em algumas drogarias de rede, há políticas comerciais diferentes para cada canal de venda (loja física, telefone e loja virtual);
*Há redes que são regidas pelo sistema de franquia e não há uma política única de preços entre os franqueados.
Com base na diversidade de política de preços adotada pelos estabelecimentos e para que fosse possível efetuar um comparativo, foram definidos os seguintes parâmetros para a pesquisa:
*Levantar, pessoalmente, os preços em farmácia/drogaria (loja física), de médio e grande porte, escolhidas aleatoriamente, distribuídas pelas cinco regiões do município de São Paulo;
*Pesquisar somente o medicamento de referência e o genérico de menor preço (apresentação definida pelo Procon, independente do laboratório) encontrado no estabelecimento no dia da coleta;
*Utilizar como critério o "preço com desconto máximo para o cliente comum", independe da exigência de cadastro do consumidor. Entendendo-se como cliente comum aquele que não tem nenhuma condição especial (aposentado, empresas, planos de saúde conveniados, etc.).
Em virtude de reformas para readequar a estrutura para atender casos de alta complexidade, o Hospital 9 de Julho suspenderá o atendimento de pacientes pediátricos em seu Pronto-Socorro a partir do dia 2 de agosto.
Somente serão atendidos casos de urgência e emergência. Os pacientes não graves serão encaminhados aos hospitais da região que mantém atendimento pediátrico.
Os atendimentos a pacientes da pediatria nas unidades de internação, unidade de terapia intensiva (UTI) e procedimentos cirúrgicos continuam normalmente.
Vimos, pelo presente comunicado, informá-lo sobre dois eventos importantes a respeito de seu plano de saúde:
1. Suspensão da reestruturação do PES; 2. Reajuste anual de 39,2% nas mensalidades com vigência a partir de setembro de 2010.
Por isso, é fundamental que você leia com atenção esta carta.
Desde abril de 2009, com a ajuda de uma consultoria especializada, analisamos a situação do PES e realizamos projeções a respeito da sustentabilidade do plano para os próximos anos. Os resultados apontaram que o plano poderia ter dificuldades financeiras no futuro, em virtude de constantes saídas de beneficiários e a não reposição com a entrada de novos participantes.
Portanto, para poder continuar oferecendo o PES a todos, com o mesmo nível de atendimento, com a mesma segurança financeira e com a qualidade de rede que sempre foram características da assistência à saúde da Fundação CESP, houve a necessidade premente de uma remodelação completa do PES conforme os estudos indicaram.
Esta remodelação, que obedece a legislação dos planos de saúde, foi baseada na criação de novos planos, mais adequados em relação aos produtos equivalentes no mercado e com oferta de serviços condizente com a realidade financeira de cada um.
Para isso, foram criados novos modelos de cobertura de rede, foi alterada a tabela de mensalidades e foram suspensos os subsídios por renda concedidos pela Fundação CESP por liberalidade.
Todas estas modificações foram amplamente divulgadas aos participantes e estavam previstas para vigorar a partir de setembro de 2010. A criação de novos modelos de planos para o PES não eliminaria a existência dos planos atuais, sendo que a migração disponibilizada pela Fundação CESP seria opcional aos usuários, sem carências nos novos planos.
Esse projeto foi recomendado pelo Comitê do PES - órgão de assessoramento do Conselho Deliberativo cujos membros, em sua maioria, são representantes de entidades sindicais e associações de participantes -, e aprovado pelo Conselho Deliberativo da entidade, órgão paritário com representantes de participantes e assistidos, também de entidades sindicais e associativas.
No entanto, ocorreram nas últimas semanas manifestações dos usuários e entidades associativas e sindicais contra a reestruturação do PES, especialmente no tocante às novas mensalidades. Estas manifestações chegaram a nós por meio das entidades sindicais e associações de classe representativas de grande parte dos usuários do PES.
Diante desses movimentos e da falta de compreensão da importância do projeto para a sustentabilidade do PES a longo prazo, que poderiam culminar em ações judiciais e, portanto, inviabilizar permanentemente toda a reestruturação e o próprio PES, a Fundação CESP se viu na difícil situação de ter que suspender o projeto para que os usuários, associações e entidades sindicais e de classe, possam compreender melhor e participar da referida reestruturação.
Para preservar a saúde e o equilíbrio financeiro dos planos, fez-se necessária a aplicação imediata de um reajuste anual linear (a todos os usuários dos atuais planos, os quais permanecem inalterados em sua estrutura) de 39,2% sobre as mensalidades atuais, que vinham sem nenhuma correção pelos últimos 16 meses, ou seja, desde maio de 2009. Os estudos que levaram à suspensão do projeto e ao presente reajuste foram aprovados pela Diretoria Executiva e pelo Conselho Deliberativo, em 22 de julho. O reajuste citado terá vigência em 1º de setembro de 2010 a agosto de 2011. Fica, assim, suspensa a criação dos novos planos.
A Fundação CESP reafirma que a reestruturação do PES, tal como proposta anteriormente, é a melhor solução tecnicamente viável para que ele continue existindo no longo prazo. Assim, esse aumento anual linear é somente uma medida de curto prazo até que uma solução em concordância entre as partes possa ser obtida.
A Fundação CESP entende que faz parte de suas práticas de governança ouvir as demandas de seus participantes e tem como seu principal papel buscar com excelência e competência a viabilidade de seus produtos e serviços, para assim assegurar a perenidade dos mesmos.
Pensar no futuro da entidade e cuidar de seus participantes é um de nossos maiores valores.
Estamos à disposição para esclarecer as suas dúvidas por meio de nossa Central de Atendimento pessoal ou pelo Disque-Fundação (11 3065 3000 ou 0800 0127173).
Agradecemos sua compreensão e a confiança depositada em nossa entidade.
Por serem um grupo fechado, que não visa lucro, as autogestões deveriam ter regulamentos mais adequados às suas especificidades
As autogestões em saúde estão em rota de extinção e a reversão desse quadro vai depender de uma reforma na regulação do setor. A análise é da presidente da Unidas, Iolanda Ramos, e baseia-se na constatação de que, embora nos últimos anos o número de vidas associadas às autogestões tenha se mantido estável, o mesmo não aconteceu com a faixa etária dos beneficiários desse serviço: o envelhecimento dessa população tem sido vertiginoso, sinal de que falta oxigenação ao sistema. Essa estabilidade no número de vidas nas autogestões representa, a rigor, uma estagnação, uma vez que todos os demais segmentos da saúde suplementar apresentaram crescimento, inclusive as entidades filantrópicas.“Se não adotarmos uma medida rápida e eficiente, da qual todas as entidades participem, a extinção das autogestões será uma possibilidade cada vez mais provável”, afirmou a dirigente durante o I Seminário dos Dirigentes e Gestores das Instituições de Autogestão em Saúde, sob o tema “A Sustentabilidade da Autogestão”. Segundo ela, a regulação aplicada às autogestões, a mesma das operadoras de mercado, é que está impedindo a oxigenação.
O evento abordou o atual movimento de concentração do mercado como um dos fatores complicadores para as autogestões. Segundo Iolanda Ramos, os grandes grupos estão comprando hospitais e clínicas, a fim de ampliarem suas bases. Em algumas regiões o cooperativismo já é predominante no mercado, o que restringe acentuadamente a oferta de serviços para as autogestões. O presidente da Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo) em São Paulo, Cyro Alves de Britto Filho, sugeriu que se defenda junto à ANS que as autogestões, assim como as pequenas operadoras, não sejam obrigadas a cumprir integralmente o rol de procedimentos. A medida permitiria a comercialização de planos mais econômicos. Um plano que não cobrisse transplantes, por exemplo, custaria muito menos e possibilitaria acesso a um número maior de pessoas.
Na mesma linha apresentada pela Abrange, ficou decidido que a Unidas vai trabalhar para que a ANS regule de forma mais simplificada o segmento das autogestões, que têm basicamente as mesmas obrigações de uma operadora de mercado que atua como grupo aberto, visando lucro. “Nós entendemos que a regulação é importante, mas o que estamos buscando é que os regulamentos sejam mais adequados às especificidades da autogestão. Por serem um grupo fechado que não visa lucro, as autogestões deveriam se manter sem a necessidade de um Back Office tão estruturado”, disse Iolanda Ramos.
Entraves No painel, Ações judiciais, Atos Administrativos e os Reflexos na Autogestão, discutiu-se o teor de uma ação que teve origem no Tribunal de Contas da União e hoje encontra-se em fase de votação no Supremo Tribunal Federal, segundo a qual a autogestão só poderia firmar convênio com o seu instituidor. Uma limitação dessas representaria um novo entrave para as autogestões. A Capesesp, por exemplo, fundo de pensão patrocinado pela Funasa e que possui um dos maiores planos de assistência à saúde em regime de autogestão, mantém convênio com vários outros órgãos. Se a votação for desfavorável às autogestões os demais convênios terão de ser rompidos e a atuação do segmento nos órgãos públicos federais ficará limitada. “Se isso acontecer não haverá renovação das carteiras, que ficarão ainda mais envelhecidas e, consequentemente, os custos também aumentarão”, alertou Iolanda Ramos.
Soluções para a sustentabilidade No evento promovido pela Unidas surgiu a proposta de tornar mais flexíveis as regras para o segmento como medida para revigorar o sistema. “Manteríamos a autogestão tradicional e as autogestões que assim desejassem poderiam optar pela modalidade mais ampla”, explicou Iolanda Ramos. “A nova entidade também não visaria lucro e teria regras mais flexíveis, que permitissem a entrada de um público mais amplo no sistema, que fosse além do 3º. grau de parentesco”.
Defendeu-se, também, o lançamento de planos individuais, que foram denominados como autogestão “aberta”. Pegue-se, por exemplo, a Sabesprev. O primeiro passo seria cindir a autogestão do fundo de pensão. Com outro CNPJ, a Sabesprev Saúde poderia ter como público alvo os demais parceiros da Sabesp,entre os quais, os empregados das entidades como a associação Sabesp, a associação dos aposentados e pensionistas,os sindicatos, etc. A medida traria vidas mais jovens para o sistema. “O que não podemos é continuar como estamos”, reiterou Iolanda Ramos. “Os ativos vão diminuindo porque as empresas estão reduzindo seu corpo de trabalhadores e a os inativos vão aumentando porque a expectativa de vida está cada vez maior”.
Verticalização Uma eventual verticalização dentro das autogestões também foi cogitada. A medicina de grupo trabalha há muitos anos com essa filosofia: ter dentro da mesma estrutura toda a cadeia de serviço, consultórios, clínicas e o próprio hospital. Segundo Iolanda Ramos, a idéia da verticalização é considerada viável pelos especialistas mas deve ser precedida por uma consulta junto aos prestadores de serviços. Afinal, são os médicos que internam os pacientes. As palestras também abordaram a possibilidade de uma verticalização virtual. Ao invés de investir numa estrutura própria, o sistema poderia dispor de uma estrutura já existente. Por exemplo, ter um andar num grande hospital só para o público das autogestões.
Mobilização política Os participantes do evento elegeram as sugestões que se tornariam compromissos não só da Unidas mas de todos os dirigentes de autogestões em saúde. Foi lavrado um documento que passa a ser a diretriz do setor.
Entre os vários compromissos firmados, um deles originou-se da preocupação com os mais de mil projetos de lei que tramitam atualmente no Congresso Nacional e que afetam direta ou indiretamente as autogestões. Por sugestão da assessoria parlamentar da Unidas, ficou decidido que a entidade passará a fazer um acompanhamento desses trâmites e buscará aliados no Legislativo que a ajudem na defesa daquilo que não afete negativamente o segmento que representa.
Outro acordo foi o de tentar ampliar o alcance da Lei 9.961, que estabelece as atribuições da ANS, prevendo a obrigatoriedade de o órgão também regular os prestadores de serviço. Atualmente as regulações incidem somente sobre as operadoras que, no entanto, dependem muitas vezes do prestador de serviço para o cumprimento de algumas obrigações. Por exemplo, a elaboração da TISS, Troca de Informações de Saúde Suplementar, é uma obrigação da operadora, mas as informações vêm obrigatoriamente do prestador de serviço. Se ele não fornecer o dado, não sofrerá nenhuma sanção uma vez que não está sob a regulamentação da agência.
Também entraram na composição do documento, os seguintes compromissos: manter investimentos em profissionalização e capacitação de profissionais da autogestão; buscar parcerias com entidade e instituições para melhor defender o interesses da autogestão em saúde; defender a criação da modalidade aberta; fazer gestão junto às entidades representativas dos magistrados na tentativa de minimizar a judicialização da saúde e a avalanche de decisões judiciais em descompasso com a cobertura oferecida pelas operadoras; e combater o avanço das empresas lucrativas da saúde suplementar sobre a população assistida pelo segmento da autogestão.
Por motivo de reestruturação interna, o Hospital São Caetano (Rua Espírito Santo, 277 – São Caetano do Sul) suspendeu temporariamente o atendimento aos beneficiados de diversos convênios, inclusive dos planos de saúde administrados pela Fundação CESP. A interrupção aplica-se também ao Pronto Atendimento. De acordo com comunicado enviado pela diretoria administrativa do recurso credenciado, não há estimativa para quando os atendimentos serão restabelecidos.
Para consultar os recursos credenciados que melhor atendem às suas necessidades, faça a busca personalizada por meio da área de Saúde no portal, selecionando seu plano na janela ‘Rede Credenciada’.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) está realizando uma campanha para reduzir o consumo de sal no país. O produto consumido em excesso agrava o estado de saúde dos hipertensos e pode causar complicações, como derrames. De acordo com a entidade, a hipertensão atinge cerca de 30% da população. Segundo o diretor de Promoção Social da SBC, Dikran Armaganijan, uma das medidas defendidas pela entidade é a mudança nos rótulos dos alimentos industrializados, que deveriam substituir o termo cloreto de sódio pelo nome popular: sal. Uma pesquisa da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, promovida com pacientes hipertensos atendidos no Hospital Dante Pazzanese, constatou que 93% deles simplesmente desconhecem a diferença entre sal e cloreto de sódio. Armaganijan destacou ainda que a quantidade de sódio precisa ser multiplicada por 2,5 para corresponder ao total de sal presente no alimento. Para o médico, essa alteração nos rótulos é importante devido a grande quantidade de sal presente nos alimentos industrializados. “A indústria brasileira mantém uma quantidade excessiva de sal nos alimentos. E nós, brasileiros, não estamos acostumados a ler a composição dos produtos.” A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu novas normas para as propagandas dos produtos com grande quantidade de açúcar, sódio e gordura saturada ou trans (gordura vegetal que passa por um processo de hidrogenação natural ou industrial). As empresas têm seis meses para apresentar alertas nas propagandas sobre os riscos do consumo excessivo. A Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) reagiu à determinação da Anvisa e prometeu questionar a resolução judicialmente. Segundo a entidade, o consumo excessivo de alimentos possivelmente prejudiciais “é muito mais reflexo dos hábitos alimentares da população do que da composição dos produtos industrializados”.
Além de pressionar a Anvisa sobre a necessidade das mudanças nos rótulos dos alimentos, a SBC vem promovendo várias ações de conscientização. Um exemplo são os dias temáticos de combate à hipertensão, onde os médicos medem a pressão da população em locais públicos e alertam sobre os perigos da pressão alta. “Eu acho que essas comunicações constantes devem alertar a população a se interessar um pouquinho mais”, disse Armaganijan.
Rene Jorge Abdalla, diretor do Instituto do Joelho do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo, chama a atenção para a estimativa de que mais da metade das lesões ocorridas durante atividades físicas de crianças e adolescentes poderia ser prevenida se os pais tivessem orientado seus filhos de forma adequada. Durante o período das férias de julho, quando o tempo livre aumenta com a suspensão temporária das aulas e atividades regulares, essa atenção deve ser redobrada, segundo ele.
Para Abdalla, é preciso avaliar o nível de dificuldade de cada esporte para saber se são compatíveis com a idade e o tamanho da criança. "Garanta que a criança, ao andar de bicicleta, patins ou skate, sempre utilize roupas adequadas e proteção apropriada, como capacete, joelheiras e cotoveleiras", recomenda.
Outro ponto importante a ser observado pelos pais, de acordo com ele, é se a pessoa que treina a criança ou o adolescente está capacitada a prestar um serviço de primeiros socorros em caso de acidentes. "As crianças devem ter um tempo adequado de intervalo entre as atividades e não devem continuar a jogar se estiverem machucadas", orienta.
Com os avanços da medicina e o envelhecimento da população, o custo da saúde sobe acima da inflação
Por Marcelo Sakate
Arcar com os custos crescentes da saúde é um dos grandes desafios das sociedades desenvolvidas. O ritmo de expansão dos gastos com prevenção e tratamentos é maior que o da economia, e os preços dos serviços médicos avançam mais rápido do que a inflação. Evidente há anos em países ricos, esse quadro começa a ficar exposto no Brasil. O custo médio de uma internação, para um plano de saúde, é da ordem de 6100 reais. Há cinco anos, um atendimento similar ficava em torno de 4000 reais. Tratamentos tão diversos como artroscopia (cirurgia nas articulacões), extração da vesícula e diagnósticos por imagem encareceram, nos últimos cinco anos, num ritmo que chega a ser o dobro do da inflação. Nos Estados Unidos, essa escalada é observada há três décadas. No Brasil ainda existem poucas estatísticas a respeito. Um esforço nesse sentido partiu do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess), órgão criado por grandes operadoras do setor. Desde 2007, a instituição analisa os custos dos serviços utilizados pelos 43 milhões de brasileiros que possuem seguro médico. Nos últimos três anos, essas despesas acumulam alta de 33,4%, para uma inflação de 15,4%. Apenas em 2009, houve alta de 12%, o triplo da inflação geral medida pelo IPCA.
A primeira explicação para essa alta, dizem os especialistas, está na incorporação de novas tecnologias. Os avanços trouxeram exatidão a diagnósticos, criaram medicamentos mais eficientes e deram sobrevida a pacientes que até pouco tempo atrás estariam condenados. Mas, ao contrário do que acontece em outros setores da economia, nos quais a tecnologia reduz custos, na medicina os novos tratamentos, além de ser mais caros, somam-se aos já existentes, em vez de substituí-los. É o caso do PET/CT, um dos exames mais precisos em diagnóstico por imagem lançados nos últimos anos, que associa a tomografia por emissão de pósitrons à tomografia computadorizada. O procedimento custa ao redor de 5000 reais. Ainda assim, seu uso não aposentou exames como a ressonância magnética e a própria tomografia computadorizada.
A segunda explicação para o encarecimento da saúde advém de uma notícia positiva, a longevidade (veja o quadro ao lado) - reflexo, em boa medida, do próprio avanço na medicina. Há duas décadas, sete em cada 100 brasileiros tinham idade superior a 60 anos. Agora, são dez em 100. Isso é sinônimo de melhoria nos padrões de vida. Mas na velhice os gastos médicos disparam. Os idosos agendam quase o dobro de consultas e sofrem tres vezes mais internações do que pessoas entre 19 e 23 anos. "Hoje, aqueles que têm de 20 a 30 anos arcam com parte das despesas relativas aos idosos. Os mais velhos pagam menos pelo plano de saúde do que de fato custam para as operadoras", afirma José Cechin, superintendente executivo do lesse ex-ministro da Previdência.
Os brasileiros devem se preparar para gastar mais com saúde. Essa é a tendência. Segundo a recém-divulgada Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE (POF), medicamentos e serviços médicos representaram 7.2% das despesas totais das famílias no ano passado, diante de um porcentual de 6,5% verificado seis anos antes. Ainda que a pressão pelo aumento das despesas seja incontornável, há um consenso em torno da necessidade de aperfeiçoar a gestão e, assim, fazer mais com os mesmos reais. O primeiro passo deve ser a contenção de desperdício. "É preciso administrar melhor o atendimento médico", diz Carlos Alberto Suslik, coordenador do MBA executivo em gestão da saúde do Insper. "Gasta-se muito com procedimentos questionáveis. É natural que o paciente só queira o mais avançado, mas nem sempre isso é o mais adequado para a sua doença."
Apesar de pagarem caro pelos seus planos, os segurados não deveriam correr ao pronto - socorro e fazer uma bateria de exames ao primeiro sinal de cólica. A utilização excessiva dos serviços torna o sistema caro para todos. Médicos e hospitais deveriam ser mais criteriosos antes de agendar procedimentos nem sempre necessários. Quanto às operadoras, elas precisam aprender a controlar os custos sem comprometer o atendimento que prestam. No futura próximo, a qualidade do serviço médico dependerá do equilíbrio entre esses interesses com frequência conflitantes.
A vida depois dos 100
Atualmente, apenas uma em cada 6000 pessoas chega aos 100 anos de idade. A ciência, contudo, tem dado passos decisivos para compreender o fenômeno da "longevidade excepcional". Um artigo publicado na versão on-line da revista Science, na última quinta-feira, representa um grande avanço na identificação dos mecanismos genéticos que ajudam certas pessoas a atingir essa idade avançada. Liderados pelo geriatra Thomas Peris, pesquisadores da Universidade de Boston compararam os genes de 1055 centenários com os de um grupo de 1267 pessoas mais jovens.A equipe de peris observou 150 variações genéticas comuns aos centenários - e muito pouco frequentes entre os demais. É a primeira vez que se identifica um grupo tão grande de características genéticas associadas à idade provecta. A partir da descoberta, os pesquisadores desenvolveram um modelo estatístico inédito que permitiu predizer, com 77% de acurácia, a probabilidade de alguém ultrapassar a marca dos 100 anos.
A importância do estudo vai além de prever o tempo de vida sob o ponto de vista genético. "O grande impacto da descoberta está em contribuir para o melhor entendimento dos mecanismos associados a deflagração, ou não, das doenças típicas do envelhecimento", explica o geneticista Salmo Raskin, presidente da Sociedade Brasileira de Genética Médica. O trabalho identificou, tanto nos voluntários mais novos quanto nos mais velhos, um número semelhante de combinações genéticas que predispõem às doenças ligadas a idade - diabetes, hipertensão e Alzheimer, por exemplo. Intui-se, portanto, que os 150 marcadores genéticos comuns aos centenários ajudam a protegê-los contra essas doenças - ou ao menos a postergar o aparecimento delas.
Apesar da comprovação do importante papel dos genes no processo da longevidade excepcional, os pesquisadores da Universidade de Boston são os primeiros a alertar para a influência do estilo de vida na conquista dos anos a mais. Segundo uma das autoras do estudo, a professora de bioestatística Paola Sebastiani, a maioria dos centenários envolvidos no trabalho mantinha rotinas saudáveis. Eles eram adeptos de uma dieta balanceada e não fumavam. Em qualquer situação e idade, é sempre preciso ajudar a genética", conclui o geriatra Wilson Jacob Filho, diretor do Serviço de Geriatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.
No período de fevereiro a abril de 2010 foram credenciados 55 novos recursos de saúde, em diversas cidades, aos planos administrados pela Fundação CESP. É possível consultar a relação completa de recursos credenciados através da opção “Rede Credenciada – Selecione seu plano” na área de Saúde do Portal. Conheça abaixo alguns dos novos recursos credenciados.
S.J. RIO PRETO Recurso Credenciado: Leandro Alexandre Chandretti Especialidade: Cirurgião Dentista, Clínico Geral Bairro: Vila Redentora Telefone: 17. 3233-1833
SÃO PEDRO Recurso Credenciado: Rosana Galiego Igual Giovannini Especialidade: Orientação de pais, Psicodiagnóstico, Psicoterapia Individual (adolescentes e crianças) Bairro: Santa Cruz Telefone: 19. 3483-2555
TRÊS LOGOAS Recurso Credenciado: Medsport Especialidade: Fisioterapia, Ortopedia e Traumatologia, RPG – Reeducação Postural Global Bairro: Centro Telefone: 67. 3521-4000
TRÊS LAGOAS Recurso Credenciado: Laboratório Benez de Patologia Clínica Especialidade: Patologia Clínica Bairro: Colinos Telefone: 67. 3522-0233
VALINHOS Recurso Credenciado: Juliana Antonel Casagrande Delben Especialidade: Ginecologia, Obstetrícia Bairro: Vila Nova Valinhos Telefone: 19. 3929-5555
Uma vida sedentária é reconhecidamente a causa dos aumentos dos níveis de obesidade em todo o mundo. Mas o que pouca gente sabe é que a falta de uma rotina de exercícios físicos também pode piorar a saúde mental em longo prazo, levando a uma maior incidência da depressão, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), síndrome alcoólica fetal e também doenças cerebrais degenerativas, como a doença de Alzheimer.
Apesar da falta de uma ligação direta entre atividades físicas e melhora na saúde mental, as evidências de que exercícios cardiovasculares ajudam a prevenir – ou mesmo reverter – os déficits cognitivos de uma forma geral são crescentes, década após década. Os exercícios estimulam a criação de novos neurônios e melhoram as conexões neurais. Além disso, a capacidade de aprendizado e a memória também são beneficiadas.
“Os resultados são universais”, diz Art Kramer, da Universidade de Illinois, nos EUA, que publicou uma meta-análise das pesquisas sobre o tema e publicou os resultados no periódico Trends in Cognitive Sciences.
Resultados sólidos comprovam os benefícios
Um dos estudos mais recentes foi feito por uma universidade sueca e publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences. A partir do prontuário médico de mais de 1 milhão de jovens em idade de se alistar no exército (com média de 18 anos), acompanhados entre 1968 e 1994, os pesquisadores apontam que quanto melhor a saúde cardiovascular, melhores as médias de inteligência lógica, habilidade verbal e saúde ocular. “As estatísticas desse estudo são bastante sólidas”, diz Kramer.
A única coisa que não é consenso é o quanto de exercício é necessário para que se consigam os efeitos desejados. “Mas o que sabemos é que ‘não tem jantar de graça’. Quando se para com uma rotina de exercícios, perde-se imediatamente os benefícios alcançados”, afirma Kramer.
Mas para o pesquisador, o pior que pode acontecer quando se faz exercício é ter um corpo mais saudável. “E na melhor das hipóteses, algumas pessoas podem melhorar suas capacidades cognitivas e se proteger contras diversas condições de saúde física e mental. Na média, todos que se exercitam sairão beneficiados. Lembrando que as pessoas devem ser acompanhadas por um profissional de saúde”, diz Brian Christie, da Universidade de Vitória, no Canadá, e que também participou do estudo.
O inconfundível som das vuvuzelas - um dos principais destaques da Copa do Mundo da África do Sul - pode causar zumbido temporário no ouvido e até danos permanentes à audição, segundo o Royal National Institute for Deaf People, instituição que cuida de deficientes auditivos no Reino Unido. Para evitar problemas auditivos, os especialistas recomendam que os torcedores protejam seus ouvidos com protetores auriculares, e cobram providências da Fifa.
De acordo com a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, o ouvido humano pode suportar um som de até 85 decibéis. E, segundo especialistas, essas “cornetas de plástico” podem emitir sons de até 125 decibéis, mais alto do uma serra elétrica ou cortador de grama, que chegam a 110 decibéis, e uma sirene de ambulância, que pode chegar a 120.
A especialista Angela King destaca que “os torcedores estão correndo risco de zumbido - sensação de barulho percebida dentro do ouvido, na ausência de uma fonte externa de sons - ou de danificar permanentemente seus ouvidos se não combaterem os efeitos acumulados da exposição aos altos volumes das vuvuzelas e da música alta durante a Copa do Mundo”. Por isso, a organização britânica defende a medição dos sons durante os jogos e que a Fifa distribua, gratuitamente, protetores de ouvido para os torcedores antes das partidas.
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) lançou uma campanha ontem, no Dia Mundial Sem Tabaco, para alertar as mulheres sobre os danos à saúde causados pelo cigarro. O órgão fez um levantamento de estudos científicos realizados nos últimos anos e destacou que o fumo, aliado a fatores específicos relacionados à vida feminina, pode aumentar em até dez vezes o risco de enfartes.
Segundo relatório divulgado pelo instituto, mulheres que fumam e usam pílulas anticoncepcionais têm dez vezes mais chances de sofrer ataques cardíacos e embolia pulmonar do que as não-fumantes que usam o mesmo método de controle de natalidade. O risco de doenças do sistema circulatório ainda aumenta em 39% e as chances de desenvolver doenças coronarianas, em 22%. O medicamento facilita a formação de coágulos e o cigarro obstrui as paredes dos vasos sanguíneos.
O Inca destaca que o tabagismo é responsável por 40% das mortes de mulheres com menos de 65 anos em todo o mundo. "Além disso, o número de casos de câncer de pulmão aumentou muito entre as mulheres, porque elas absorvem mais fumaça que os homens quando fumam - há estudos científicos que comprovam isso", disse o diretor-geral do Inca, Luiz Antônio Santini.
A escolha do tema do Dia Mundial Sem Tabaco em 2010 foi uma iniciativa da Organização Mundial de Saúde (OMS), que aponta a mulher como principal vítima das campanhas publicitárias dos fabricantes de cigarros. "Embora o tabagismo no mundo esteja diminuindo, a redução não é tão significativa em relação às mulheres", afirmou Santini.
De acordo com a OMS, ações de marketing usam categorias "ilusórias", como os cigarros "light", para atrair mulheres. A organização afirma que 63% dos consumidores desses produtos são do sexo feminino e diz que fumantes desses tipos de cigarro tendem a fumar mais e a inalar mais fumaça para absorver a quantidade necessária de nicotina.
Infertilidade
O relatório apresentado pelo Inca aponta também os danos causados pelo cigarro à fertilidade e à gravidez. Segundo o texto, mulheres fumantes que não usam pílulas anticoncepcionais têm a taxa de fertilidade reduzida em 24%, devido à concentração de nicotina no ovário. Quem fuma antes da gravidez pode ter duas vezes mais chances de ter dificuldades de concepção.
O diretor-geral do Inca também cobrou a aprovação de uma legislação federal, em tramitação no Congresso, que proíba os fumódromos em ambientes fechados, a exemplo do que estabelecem leis em vigor em São Paulo, no Rio de Janeiro e em outros Estados. "Há resistência dos setores ligados à indústria (do tabaco), mas as leis estaduais mostraram que (as medidas) são eficazes", afirmou Santini.
A proteção contra a exposição à fumaça em ambientes fechados é uma das recomendações da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco, assinada pelo Brasil. A lei 9.294 de 1996 proíbe o fumo em recintos coletivos, mas permite a criação de ambientes exclusivos para fumantes.
As regiões do litoral norte e sul paulista vivem um surto de dengue. Foram registrados 22.346 casos até o mês passado, contra 438 na mesma época de 2009, em nove cidades analisadas. O número de óbitos em decorrência da doença saltou de 1 para 51.
Santos lidera o ranking de municípios do litoral com mais mortes por dengue, com 22 ocorrências confirmadas. A epidemia é a maior dos últimos sete anos. O aumento de contaminados pelo Aedes aegypti subiu mais de 58 vezes, segundo dados da Secretaria de Saúde municipal, em comparação a 2009. Campanhas recomendando cuidados estão sendo feitas até na espera de chamadas telefônicas da prefeitura.
Outra cidade afetada é Guarujá. Os casos subiram de 47 para 6.732 em um ano. Célia Bezerra, chefe da vigilância epidemiológica, liga o número ao aumento de focos do inseto. "A população precisa reduzir o número de criadouros", diz. "Não adianta só o poder público fazer a sua parte." O Guarujá registra 47 mortes por dengue em 2010.
Os dados de São Vicente chamam a atenção. Após não ter ocorrências no primeiro semestre de 2009, o município registrou 3.269 episódios confirmados. Por complicações, seis deles terminaram em morte. Bertioga apresentou aumento de mais de 6.000% nas ocorrências da doença. O número de pacientes infectados cresceu de 10 para 605. Segundo a prefeitura, um paciente morreu porque procurou tratamento tardiamente.
Mesmo em cidades do litoral sul que não tiveram mortes, como Praia Grande, a incidência de registros disparou. De 48 casos, o número saltou para 646.
Litoral norte
Entre os municípios do litoral norte analisados, São Sebastião apresentou maior número de pacientes. Foram 1.243 casos no ano, aumento de mais de 1.000%, e 1 morte. Em Caraguatatuba, a dengue matou quatro pessoas desde janeiro. Escolas têm recomendado que os alunos apliquem repelente durante as aulas. O acréscimo de ocorrências, em comparação a 2009, é de 1.119 casos.
Ilhabela e Ubatuba também vivem surto. O aumento de contaminados em ambas foi de mais de 10 vezes que na mesma época de 2009. Responsáveis pela saúde desses municípios dizem que as altas temperaturas, somadas a um maior período de chuvas, propiciou ambiente favorável à proliferação do mosquito. As informações são do Jornal da Tarde.
Um dos grandes desafios deste século revelado por inúmeros estudos mundiais é o envelhecimento da população. Em 2002, o número estimado de pessoas de 60 anos ou mais era de cerca de 600 milhões, e as projeções indicam que em 2050 a população de idosos chegará a dois bilhões. Por isso alguns temas de vital importância sobre o envelhecimento passaram a ser discutidos nas várias instituições sociais: na educação, na economia, na política, na família e questões relevantes surgem como pontos de reflexão para prevenção.
No Brasil, de acordo com o IBGE/ PNAD2, em 2002 a população de 60 anos ou mais era de 16 milhões (9.3% da população total), e a maioria se concentrava na faixa entre 60 e 69 anos. De lá para cá a expectativa de vida passou a ser 77 para homens e 80 para as mulheres. Estas pesquisas indicam que em 2025, o Brasil ocupará a sexta posição em termos de envelhecimento populacional e terá 31 milhões de pessoas com 60 anos ou mais.
Reembolsos
O acesso à medicina fica mais frequente na terceira idade, mas é bom observar que é muito comum que essas pessoas que estão envelhecendo começam a se preocupar com doenças, e não necessariamente se prevenir, palavras com sentidos – e respostas em se tratando de bem-estar – bastante diferentes.
“A doenças começam a se relacionar com fatores, como a carência afetiva. Isso, muitas vezes, leva o idoso a chamar a atenção dos familiares através de doenças psicossomáticas de fundo emocional”, diz Leila Perez Sanchez, socióloga e coordenadora da Universidade Sênior da Terceira Idade, curso mantido pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). É nesse momento que, associados a estas condições, aparecem questões ligadas à ingestão indiscriminada de medicamentos que, no início, são uma necessidade, mas que acabam por se transformar em hábito.
Reembolsos
“A utilização de medicamentos na terceira idade representa aproximadamente 25% dos medicamentos vendidos”, pontua a especialista. E a automedicação nesta faixa etária, assim como o uso continuado e sem critério é muito grande.
“Nessa idade há o consumo constante e indiscriminado de medicamentos liberados – e de fácil acesso nas farmácias – como laxantes, antiácidos, analgésicos, vitaminas, anti-gripais, e isto normalmente ocorre sem conhecimento do profissional de saúde”, exemplifica Leila. “Chega a um ponto onde, frente a qualquer mal estar, recorre-se automaticamente aos medicamentos corriqueiros antes de se cogitar a ida ao médico”, diz a socióloga.
De um lado isso, algumas, vezes leva a consequências inesperadas, pois pode haver reações adversas quando se mistura esse tipo de consumo de fármacos diversos aos medicamentos de uso constante, normais nessa idade. De outro, algumas dores tratadas como rotineiras podem mascarar condições mais sérias e levar o médico a um diagnóstico errado.
Reembolsos
“A preocupação com a dependência de medicamentos é tanto no âmbito da necessidade física quanto da psicológica. Pois se de um lado trata-se de questão indutora da manutenção do bom estado físico e mental, do outro lado trata-se de um motivo para mantê-la bem.”
Por isso, aponta Leila, é necessário que os idosos tenham algum tipo de convivência social com pessoas que possam compartilhar os mesmos problemas e soluções que eles estão se deparando.
“Os alunos de Universidades da Terceira Idade – cursos que muitas faculdades oferecem e que absorvem um grande público de idosos –, por exemplo, passam a conviver melhor com suas ansiedades e medos após o ingresso nesse tipo de curso, pois têm um grupo para ‘trocar’ ideias. Com isso acabam utilizando menos remédios, e melhoram o convívio com seus familiares e com outras pessoas que têm contato”, finaliza Leila Perez.
Chá de alho é um ingrediente famoso contra as gripes entre as receitas populares. Será verdade? Sim, em períodos de mudanças bruscas de temperatura, situação típica do outono, existem alimentos capazes de reforçar as defesas do corpo, afirmam os especialistas. Essa missão cabe especialmente aos hortifrútis ricos em vitaminas dos tipos A ou E, assim como aos alimentos que contêm grandes quantidades de minerais, como zinco e selênio.
"O nosso sistema imunológico tem a função de defender o organismo e deve ser visto como um órgão. Ele precisa de cuidados, e a alimentação saudável é um deles", diz o especialista em gripe e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), João Toledo Neto.
Segundo Toledo, uma alimentação deficiente pode deixar o corpo mais suscetível a doenças. "É a carência de nutrientes que enfraquece a defesa do organismo", diz Toledo. "O sistema imunológico é desenvolvido já no feto. E o aspecto nutricional é importante desde quando se nasce", completa. Para ele, fazer atividades físicas deve ser um complemento da boa alimentação no reforço do sistema imunológico.
Para que os alimentos exerçam uma função protetora, os nutrientes devem ser ingeridos diariamente. "Comer um alimento funcional esporadicamente não trará nenhuma melhora à saúde", alerta o nutrólogo Edson Credidio, doutor em Ciências de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Para a nutricionista do Hospital das Clínicas da Unicamp, Salete Brito, a dica é apostar em uma alimentação balanceada. "O corpo é uma máquina e, para funcionar bem, precisa de todos os nutrientes. Não podemos esquecer dos carboidratos, proteínas, vitaminas, minerais e gordura, como a do ômega 3."
Se alguns alimentos atuam como reforços, outros podem ser vilões. "Frituras e embutidos potencializam a produção de radicais livres, o que pode aumentar a resposta inflamatória devido ao alto teor de gordura", afirma a nutróloga Sandra Lúcia Fernandes, da Sociedade Brasileira de Nutrologia (Abran).
A Fundação CESP comunica que, a partir de 27 de maio, o Memorial Hospital Sociedade Civil – Hospital São Paulo, em Ribeirão Preto, somente oferecerá atendimento para internações, sejam eletivas ou de urgências.
Para os serviços gerais de urgência/emergência ou ambulatorial, os usuários da região podem contar com o atendimento de outros recursos credenciados.Clique aqui e consulte a rede da Fundação CESP nessa região de acordo com o seu plano.
Os usuários do PES e AMH, em faixa etária não contemplada pela campanha de vacinação do Ministério da Saúde, poderão receber a vacina contra a gripe A H1N1 na rede credenciada da Fundação CESP – custeando o percentual de co-participação referente ao seu plano.
FAIXAS ETÁRIAS COBERTAS PELO PES E AMH
(para vacinação contra a Gripe A H1N1)
Idosos com 60 anos ou mais, não portadores de doenças crônicas;
Crianças e adultos entre 3 e 19 anos (crianças até 9 anos deverão receber duas doses da vacina no intervalo de 30 dias);
Adultos de 40 a 59 anos.
Durante o período da campanha de vacinação (até fim de maio) não será cobrada a prescrição médica. Apesar disso, se você não faz parte dos grupos de risco apontados pelo Ministério da Saúde, procure as orientações do seu médico para saber se a vacina é ou não recomendável para o seu caso.
Reembolsos Caso o usuário opte por receber a vacina em um recurso de saúde fora da rede credenciada, é possível solicitar o reembolso. Para isso, é necessário encaminhar à Fundação CESP (Setor Operações e Controle – Al. Santos, nº 2477, 3º andar, Cerqueira Cesar – CEP 01419-907 – São Paulo – SP) o recibo ou Nota Fiscal, com validade de até 30 dias, contados a partir da data de emissão do documento.
Atenção! A cobertura pelo PES e AMH é restrita aos grupos não inclusos na campanha federal (faixas etárias informadas acima). Se você estiver contemplado, acompanhe através do site www.vacinacaoinfluenza.com.br o período de vacinação indicado para sua faixa etária.
O atendimento de pronto-socorro pediátrico do Hospital e Maternidade Christovão da Gama, em Santo André, não está mais disponível. Os usuários dessa região podem buscar esse atendimento no Hospital e Maternidade Brasil.
A partir de abril, os usuários que optaram em 2009 em manter o fracionamento do reajuste anual do PES passarão a pagar o percentual integral de 15,5% na mensalidade referente a maio.
Na época, 87% dos usuários fizeram essa escolha, dividindo o reajuste da seguinte maneira:
Pagar a mensalidade reajustada em 9,98% a partir de abril de 2009.
Pagar a diferença de 15,5% para 9,98% (referente a doze meses), em uma parcela extra correspondente a 60% do valor da sua mensalidade, com vencimento em 21/12/2009.
Em função da aplicação desse reajuste integral, os percentuais para a constituição do Fundo Garantidor do PES/ANS e do Fundo para Contingências Judiciais serão alterados para:
Fundo Garantidor PES/ANS: de 4,89% para 4,66%
Fundo de Contingências Judiciais: de 1,63% para 1,55%
Para os usuários que já estão sendo cobrados com o reajuste integral de 15,5% não haverá alteração no valor da mensalidade.
A Fundação CESP contratou novos recursos de saúde para atendimento dos usuários dos planos de saúde AMH e PES em várias regiões. Veja a lista:
Andradina Recurso: Alessandra de Jesus Zanellati Especialidade: Nutricionista Endereço: R. Humberto de Campos, nº 947 – Centro. Andradina – SP Telefone: (18) 3722 2655
Avaré Recurso: Instituto de Patologia Avaré Especialidade: Laboratório de Análises Clínicas / Patologia Clínica Endereço: R. Rio de Janeiro, nº. 1048 – Centro. Avaré – SP
Telefone: (14) 3732 3977
Campinas Recurso: Nova Clínica Campinas Especialidades: Neuroclínica e Cirurgia Pediátrica Endereço: Av. Andrade Neves, nº 295, sala 24 – Botafogo. Campinas – SP Telefone: (19) 3512 5080
Campinas Recurso: Valdilene Pires de Morais Especialidades: Ortodontia e Cirurgião Dentista / Clínico Geral Endereço: R. José Paulino, nº 1123, conjunto 111 – Centro. Campinas – SP Telefone: (19) 3232 9788
Campinas Recurso: Valdilene Pires de Morais Especialidades: Ortodontia e Cirurgião Dentista / Clínico Geral Endereço: R. José Paulino, nº 1123, conjunto 111 – Centro. Campinas – SP Telefone: (19) 3232 9788
Cerquilho Recurso: Valeria de Fatima Palma Especialidades: Psicoterapia Individual de Crianças / Psicoterapia Individual Adolescentes/Adultos / Orientação de Pais Endereço: R. Enrico Bonventi, nº 115 – Centro. Cerquilho – SP Telefone: (15) 3284 3293
Campinas Recurso: Carina Paula B. Girardelli Especialidades: Psicoterapia Individual de Crianças / Psicoterapia Individual Adolescentes/Adultos / Orientação de Pais Endereço: R. Jorge Krug, nº 216 – Vila Itapura. Campinas – SP
Telefone: (19) 3201 8234
Cerquilho Recurso: Valeria de Fatima Palma Especialidades: Psicoterapia Individual de Crianças / Psicoterapia Individual Adolescentes/Adultos / Orientação de Pais Endereço: R. Enrico Bonventi, nº 115 – Centro. Cerquilho – SP
Telefone: (15) 3284 3293
Franca Recurso: Maria Daniela Diniz Especialidade: Nutricionista Endereço: R. Professor Geraldo Foroni, nº 1066 – Vila Monteiro. Franca – SP
Piraju Recurso: Karina Cestaro Especialidades: Psicoterapia Individual de Crianças / Psicoterapia Individual Adolescentes/Adultos / Orientação de Pais Endereço: R. 13 de maio, nº 386 – Centro. Piraju – SP
Telefone: (14) 3351 8115
Presidente Prudente Recurso: Virginia Aparecida Cabral Especialidade: Pediatria Endereço: Av. Washington Luiz, nº 2678 – Jardim Paulista. Presidente Prudente – SP
Telefone: (18) 3223 2088
Rio Claro Recurso: Rio Clínicas Especialidades: Geriatria e Clínica Médica Geral Endereço: Av. Vinte e três, nº 236 – Cidade Jardim. Rio Claro – SP Telefone: (19) 3534 1334
Rio Claro Recurso: Alexandre Viviani Especialidades: Ecocardiografia, Tilt-Test, Eletrocardiografia e Cardiologia Endereço: R. Dois, nº 650 – Saúde. Rio Claro – SP. Telefone: (19) 3534 3030
São Caetano do Sul Recurso: Gastro Pediátrica Dra. Marisa Laranjeira Especialidades: Pediatria e Gastroenterologia Pediátrica Endereço: R. Amazonas, nº 521, Cj 71 – Centro. São Caetano do Sul – SP
Telefone: (11) 4221 8459
São Paulo Recurso: Sérgio Eduardo Migliorini Especialidade: Cirurgia Traumatologia Buco Maxilo Facial Endereço: R. Serra da Mantiqueira, nº 55 – Belenzinho. São Paulo – SP Telefone: (11) 2291 7791
São Paulo Recurso: Alain Haggiag Especialidades: Cirurgião Dentista / Disfunção Temporo-Mandibular e Dor Orofacial Endereço: R. Sergipe, nº 401, Cj 1208 – Consolação. São Paulo – SP
Telefone: (11) 3231 1505
São Paulo Recurso: Instituto Paulista de Cirurgia Especialidades: Cirurgia Geral / Cirurgia Gastroenterológica / Gastroenterologia Clínica Endereço: Rua Cantagalo, nº 692, Cj 1121 – Vila Gomes Jardim. São Paulo – SP
Telefone: (11) 2091 6659
São Paulo Recurso: ACF Ginecologia e Obstetrícia Especialidade: Ginecologia e Obstetrícia (atende oncologia pélvica) Endereço: Rua Cerro Corá, nº 1851 – sala 13 – Vila Romana. São Paulo – SP
Telefone: (11) 3024 2460
São Paulo Recurso: Primeiros Passos Cl. Serv. A. Pediátrica Especialidades: Homeopatia, Pediatria e Herbiatria Endereço: Rua Padre José de Anchieta, nº 766 – Santo Amaro. São Paulo – SP
Telefone: (11) 5681 5729
Sorocaba Recurso: João Ferreira Neto Especialidade: Cirurgião Dentista / Clínico Geral Endereço: R. Professor Toledo, nº 70 – Centro. Sorocaba – SP Telefone: (15) 3233 9811
Três Lagoas Recurso: Alessandro Domingues de Lima Especialidade: Cirurgião Dentista / Clínico Geral (atende portador de necessidades especiais) Endereço: Av. Dr. Eloy Chaves, nº 325 – Centro. Três Lagoas – MS Telefone: (79) 3521 2781
Vinhedo Recurso: Med. Nelson Faidiga Filhos e Associados Especialidades: Proctologia e Ortopedia/Traumatologia Endereço: Rua Fernando Costa, nº 858 – Centro. Vinhedo – SP
Telefone: (19) 3876 3020
Votuporanga Recurso: Gilberto Barco Especialidade: Ortodontia Endereço: R. São Paulo, nº 4159 – Patrimônio Novo. Votuporanga – SP Telefone: (17) 3423 4975
Perder peso não é fácil. E, quando se consegue, a tarefa de mantê-lo também é difícil. O ideal realmente é prevenir o ganho, o que é possível com a quantidade certa de exercícios físicos, de acordo com uma pesquisa da Universidade de Harvard, dos Estados Unidos. Os cientistas descobriram que uma hora de atividade moderada por dia (caminhada, bicicleta, dança de salão, brincar com crianças) previne que mulheres de peso normal de meia-idade engordem mais de 2,27 kg em um período de três anos. Se destinar metade desse tempo (meia hora diária) para suar a camisa com práticas mais vigorosas, como correr e pedalar, dá o mesmo resultado. Para chegar a essa conclusão, a equipe analisou por 15 anos 34.079 voluntárias saudáveis com uma média de idade de 54 anos no começo do trabalho. Vale dizer que não levou em conta dietas. De acordo com o jornal The New York Times, a má notícia é que as participantes que tiveram a mesma quantidade de exercício, mas estavam acima do peso, não foram capazes de impedir o aumento do problema com a balança.
O líder do estudo é o professor I-Min Lee. As conclusões foram divulgadas na publicação The Journal of the American Medical Association.
Da mesma forma que a luz do sol desencadeia uma série de reações químicas que nos deixam com mais disposição, à noite o processo se inverte e o corpo começa a relaxar. É nosso relógio biológico em funcionamento. Em países onde o inverno é rigoroso e os dias mais curtos, as taxas de depressão, irritação, cansaço e tristeza são proporcionalmente maiores.
A radiação ultravioleta é responsável pela absorção da vitamina D, que nos ajuda a ter ossos mais fortes através da maior fixação de cálcio no organismo. Não é a toa que os médicos recomendam que bebês e idosos peguem sol duas vezes ao dia, por dez minutos. Ele combate a icterícia e a osteoporose, entre outras doenças.
Mas não adianta ir à praia e torrar ao sol para obter seus benefícios. O correto é acordar cedo e aproveitar o sol da manhã, de preferência até as 10h30 ou depois das 16h e sempre com a proteção adequada para seu tipo de pele. Filtros solares são essenciais para nos proteger de queimaduras, descamações e do envelhecimento precoce.
Atendendo ao pedido dos participantes, a Fundação CESP contratou o Hospital Unimed São Roque para atendimento dos usuários dos planos AMH e do PES no pronto-socorro geral e internação emergencial. A Fundação CESP é o primeiro convênio médico a ser aceito nesse hospital.
O endereço do Hospital Unimed é: Rua Dr José Juni Filho, nº 130, Jardim Lourdes – São Roque (SP) Telefone: (11) 4784 8484.
Atenção! Enquanto as negociações com este Hospital avançam para procedimentos médicos eletivos (consultas, exames e internações com horário agendado), os usuários têm a disposição outros recursos credenciados para esses atendimentos em São Roque (consulte a lista dos recursos neste portal).
Pelo menos uma doença crônica atinge 31,3% da população brasileira, o que significa 59,5 milhões de pessoas. Declararam ter três doenças crônicas ou mais 5,9%. Os dados são do suplemento de Saúde, divulgado hoje, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) referente ao ano de 2008, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em convênio com o Ministério da Saúde.
As regiões Sul (35,8%) e Sudeste (34,2%) apresentaram os maiores porcentuais de pessoas com pelo menos uma doença crônica, seguidos pelo Centro-Oeste (30,8%), Nordeste (26,8%) e Norte (24,6%).
As doenças crônicas mais informadas - identificadas por médico ou profissional de saúde - foram hipertensão (14%) e doença de coluna ou costas (13,5%), seguidas por artrite ou reumatismo (5,7%), bronquite ou asma (5%), depressão (4,1%), doença de coração (4%) e diabetes (3,6%). Na população com 35 anos ou mais, 8,1% das pessoas apresentavam diabetes.
De acordo com a pesquisa, a proporção da ocorrência de doenças crônicas "não sofreu variação expressiva" entre 1998 (31,6%), 2003 (29,9%) e 2008 (31,3%). Especificamente em 2008, o porcentual de mulheres com doenças crônicas (35,2%) era superior ao de homens (27,2%).
Além disso, quanto maior o rendimento, maior foi o porcentual de pessoas que afirmaram ter ao menos uma doença. Entre aqueles com rendimento de até um quarto do salário mínimo, 20,8% disseram ter ao menos uma doença. Já entre aqueles com rendimento acima de cinco salários mínimos, o porcentual era de 38,5%.
Fumantes
O número de brasileiros fumantes correntes (habituais), com 15 anos ou mais, era de 24,6 milhões em 2008, o que significa 17,2% da população de 143 milhões de pessoas com 15 anos ou mais naquele ano. Além disso, no total da população nessa faixa etária, 15,1% eram fumantes diários e 2,1% eram fumantes ocasionais (só fumam ao beber, por exemplo), enquanto 82,5% (117,9 milhões) da população eram não fumantes e 0,3% (464 mil) não declararam.
Segundo a pesquisa, dos 82,5% de não fumantes, 13,3% (19 milhões) eram ex-fumantes diários e 69% nunca foram fumantes diários, dos quais 65,8% nunca haviam fumado. A região Sul tinha o maior porcentual de fumantes correntes (19,3%).
De acordo com a pesquisa, a incidência do tabagismo entre os homens era maior, sendo que 21,5% deles eram fumantes correntes, contra 13,2% das mulheres. Quanto ao tipo de produto de tabaco, 17,2% fumavam qualquer produto de tabaco, 14,7% cigarro industrializado, 4,4% cigarro de palha ou enrolado à mão e 0,7% outros produtos de tabaco. O Nordeste tinha o maior porcentual dos que fumavam cigarro de palha ou enrolado à mão (7%).
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma resolução para orientar o uso terapêutico das chamadas drogas vegetais, como erva-cidreira e camomila, no alívio de sintomas de doenças de baixa gravidade. Passados de geração em geração, os conhecimentos de como curar utilizando plantas, folhas, cascas, raízes e flores agora estão sistematizados. O objetivo é esclarecer em quais situações essas drogas podem ser administradas. O trabalho da agência se baseou em estudos que comprovam os efeitos benéficos de 66 espécies vegetais, cujas ações terapêuticas mudam de acordo com a forma de preparo. Os usos também variam: elas podem ser ingeridas, inaladas, usadas em gargarejos ou em banhos de assento. Os resultados foram compilados numa tabela com informações que vão do nome científico da planta até as contraindicações para o uso e possíveis efeitos colaterais. A listagem saiu na edição de quarta-feira do Diário Oficial da União. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
As mudanças no clima em São Paulo nos últimos anos transformaram a cidade em uma "candidata forte" a ter grandes epidemias de dengue, segundo o diretor do Centro de Referência da Dengue de Campos dos Goytacazes, Luiz José de Souza. "Acho que São Paulo vai ter epidemias futuras graves, pode não ser neste ano, mas nos próximos, porque em São Paulo houve a mudança de temperatura brusca". Segundo Souza, quem conhecia São Paulo no passado, "aquele friozinho, aquela chuvinha fininha", percebe hoje que a cidade passou a ter calor, tempestades uma atrás da outra, com muitos alagamentos. "Ou seja, tudo o que o mosquito gosta tem na capital", afirmou em entrevista à Agência Brasil. O professor de saúde pública da USP (Universidade de São Paulo), Gonzalo Vecina, concorda com a avaliação de Souza, mas ressalta que, mesmo assim, a propagação da doença pode ser controlada. "É possível que o Poder Público controle [a proliferação do mosquito transmissor da dengue], mas, a probabilidade de você ter uma epidemia, se o Poder Público esmorecer ou se a população não levar isso a sério, é muito grande". Luiz José de Souza destaca a importância de preparar o sistema de saúde para diagnosticar a dengue com rapidez e tratar a doença com eficiência. "Tem que se organizar na assistência. Fazer o diagnóstico o mais rápido possível, o reconhecimento da doença, para poder fazer o tratamento adequado em tempo hábil". Nos dois primeiros meses deste ano, foram confirmados 67 casos de dengue na cidade de São Paulo, mais do que o dobro de igual período do ano passado (26). A Secretaria Municipal de Saúde ressalvou que apesar desse número, a infestação ainda é considerada baixa, por ser inferior a 100 casos por 100 mil habitantes. Historicamente, o maior número de casos na cidade de São Paulo se registra nos meses de março e abril. Como a ocorrência da dengue é anual, principalmente nos meses mais quentes, Gonzalo Vecina destaca a importância de que as medidas de prevenção acompanhem essa periodicidade. "A dengue é que nem limpar casa, todo dia é de limpar casa". Segundo Vecina, epidemias muito fortes, como as que começam a ocorrer em alguns municípios paulistas, decorrem do descuido das autoridades. Ele explicou que, sempre que a epidemia ocorre e foge do controle, a autoridade pública usou "de maneira inadequada" a sua capacidade de mobilizar as pessoas para que controlassem os locais onde os mosquitos crescem. Para José Luiz de Souza, os problemas de infraestrutura do país impedem a erradicação completa da doença e atrapalham na prevenção. Ele destacou que a melhor prevenção é o trabalho combater o vetor, embora isso seja muito difícil no país, por problemas de infraestrutura. "Condições de saneamento básico, condições habitacionais, temos hoje favelização crescente, abastecimento de água inadequado". Segundo ele, a única solução definitiva para o problema seria uma vacina que combatesse os quatro tipos de vírus existentes.
O chá do extrato de e folha de papaia contém propriedades que combatem com grande poder os vários tipos de câncer e não deixa sequelas de nenhuma toxidade, como ocorre com outras terapias, segundo uma pesquisa da UF (Universidade da Flórida) divulgada na terça-feira (10). O pesquisador Nam Dang da UF e um grupo de cientistas japoneses documentaram os poderosos efeitos anticancerígenos da papaia sobre o câncer de útero, de mama, fígado, pulmão e pâncreas, através de testes em laboratório com uma ampla variedade de tumores. Os pesquisadores utilizaram um extrato de folhas secas de papaia e os efeitos anticancerígenos eram mais fortes quando as células recebiam maiores doses de chá, disse a UF. Pela primeira vez, um estudo comprovou que o extrato de folha de papaia estimula a produção de moléculas essenciais do tipo citoquinas Th1. Esta regulação do sistema imunológico, junto ao combate direto do tumor em vários tipos de câncer, sugerem possíveis estratégias terapêuticas utilizadas pelo sistema imunológico para combater o câncer, acrescentou a Universidade. Além disso, o fato de o extrato de papaia não possuir nenhum efeito tóxico nas células normais evita uma consequência devastadora comum em muitas terapias anticancerígenas, indicou. Os cientistas utilizaram dez tipos diferentes de células cancerígenas e as expuseram a quatro graus de concentração de extrato de papaia durante 24 horas, medindo seus efeitos após esse tempo. A concentração reduziu o crescimento dos tumores em todos os cultivos, segundo o estudo. A pesquisa também foi publicada na edição de fevereiro do "Jornal de Etnofarmacologia", informou a UF.
A rede de farmácias Onofre é a nova credenciada da ORIZON FARMA para atender aos participantes vinculados ao programa Auxílio Medicamento da Fundação CESP. A partir de 15 de março, 27 lojas da cidade de São Paulo e outras sete localizadas em outros estados estarão disponíveis para atender ao programa. Para verificar as unidades Onofre que atendem à sua região, acesse o menu Farmácias Credenciadas da home do portal da Fundação CESP.
Você sabia que, além de ter um bom plano de saúde, pela Fundação CESP você pode ter um atendimento preferencial ao utilizar uma rede especial de recursos credenciados e sem pagar mais pelas consultas? A Rede Preferencial é formada por médicos de várias especialidades selecionados por terem mais tempo de prestação de serviço e maior fluxo de atendimentos pelos planos da entidade. Na rede preferencial, os profissionais e instituições médicas firmam a parceria com a Fundação CESP para oferecer aos participantes, além de prioridade, mais qualidade, comprometimento e acompanhamento nos procedimentos e tratamentos de saúde. Em contrapartida a essa prestação de serviço mais personalizada, a rede recebe uma melhor remuneração e tem oportunidade de conquistar e fidelizar mais pacientes. Um ponto essencial para fazer parte desse seleto grupo é ter o histórico de relacionamento com os usuários impecável. "Esse é um projeto importante porque resgata a concepção do médico da família, ou seja, aquele profissional que conhece a evolução do quadro clínico do paciente. Assim, só convidamos recursos que queiram estabelecer essa relação de confiança com nossos usuários. Para isso, visitamos as instalações médicas, fornecemos orientações e levantamos a disponibilidade de atendimento e se o profissional não tem registrada nenhuma reclamação", explica Luciane Rodrigues, gerente de Gestão em Saúde.
Não é preciso pagar mais nas consultas
Mesmo com um atendimento preferencial, ao realizar consultas por essa rede, o usuário não tem custos adicionais. Ele pagará o mesmo valor praticado na tabela da rede credenciada. Além disso, as consultas de retorno referentes a um mesmo tratamento não são remuneradas, mesmo aquelas realizadas após os trinta dias regulamentados. Já nos procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos, é cobrado um percentual a mais por essa prestação, de acordo com o percentual de co-participação, até o teto limitador. Veja outras vantagens de utilizar a rede preferencial:
• A consulta é agendada em, no máximo, cinco dias após a solicitação do usuário. No caso de urgência ou emergência, a consulta tem de ser realizada no máximo até o dia seguinte à solicitação. • O tempo de espera para atendimento da consulta eletiva agendada não ultrapassa 30 minutos. • O médico disponibiliza o telefone celular ao paciente, para orientação e acompanhamento do quadro. • Em caso de encaminhamento do usuário ao pronto-socorro, o médico repassa as informações ao hospital e acompanha - por telefone ou pessoalmente - a evolução do quadro até a alta do paciente, especialmente se houver internação. Mesmo em caso de rescisão contratual, o médico acompanha o paciente internado até acontecer a alta. • O médico receita, sempre que possível, medicamentos que constem na Lista Padrão de Medicamentos (LPM), disponível aos usuários dos planos de saúde da Fundação CESP.
Ampliação do projeto
Agora, além de São Paulo, onde o projeto foi iniciado, as cidades de Campinas e Santos também passam a oferecer uma lista de 48 recursos da rede preferencial "Para ampliação da rede em Campinas e Santos, também solicitamos a indicação de patrocinadores e participantes ativos e aposentados. Assim, temos o retorno direto de nossos usuários dessa região", diz Luciane.